Ofidiofobia
"Tenho medo de cobras. Não das jibóias, que me prendem e me sufocam lentamente. Não das jibóias, grandes o suficientes para que eu note sua presença. Não das jibóias, que com dignidade, me permitem a chance de lutar contra seu abraço. Não elas, que me digerem sem pressa enquanto descansam. Mas sim dos corais. E as suas amigáveis cores que balançam. E sim das corais, e dos seus rápidos venenos que me enganam. E sim dos corais, e dos seus malvados olhos que não se cansam. E sim dos corais, elas sim são mortais."
Anónimo
Aracnofobia
Desde que me lembro de ser gente, que o meu maior medo são as aranhas. Não sei o que terá despoletado tal fobia, mas a verdade é que não as tolero. Sempre que estava na presença de um bicho destes, corria a sete pés a pedir ajuda. Lembro-me que já na escola primária era frequentemente gozada pelos meus colegas. Para me irritarem, chegavam a colocar aranhas dentro da minha mochila. Depois quando a abria, era o desespero. Os meus pais achavam que era tonteira minha e ainda apanhei alguns açoites, “toma lá para ver se deixas de ser maricas”. Só que era mais que isso, eu não suportava os bichos.
Só a ideia de os ter no mesmo espaço que eu, criava-me arrepios. Com 28 anos passei a maior vergonha da minha vida, quando na apresentação de uma ideia empresarial a um grupo de investidores com grande poder de compra, não resisti quando vi uma aranha a dirigir-se para o meu pé. Dei um salto enorme para cima de uma cadeira e embati num dos investidores que consequentemente partiu a cabeça. Foi o caos e o fim da minha carreira profissional, pelo menos naquela empresa, que era somente onde tinha o meu emprego de sonho… Decidi que não podia continuar assim, e vim para este centro de tratamento. Além de ter ultrapassado esta fobia, percebi que iria sempre ser uma pessoa desequilibrada se não tivesse tido apoio terapêutico. Posso ter perdido o meu “dream job” mas ganhei uma nova postura de vida…
Só a ideia de os ter no mesmo espaço que eu, criava-me arrepios. Com 28 anos passei a maior vergonha da minha vida, quando na apresentação de uma ideia empresarial a um grupo de investidores com grande poder de compra, não resisti quando vi uma aranha a dirigir-se para o meu pé. Dei um salto enorme para cima de uma cadeira e embati num dos investidores que consequentemente partiu a cabeça. Foi o caos e o fim da minha carreira profissional, pelo menos naquela empresa, que era somente onde tinha o meu emprego de sonho… Decidi que não podia continuar assim, e vim para este centro de tratamento. Além de ter ultrapassado esta fobia, percebi que iria sempre ser uma pessoa desequilibrada se não tivesse tido apoio terapêutico. Posso ter perdido o meu “dream job” mas ganhei uma nova postura de vida…
Selene, Grécia
Fobia Social
Se vos contar que sofria de fobia social, vão pensar que não sou uma pessoa normal, pois não era mesmo, mas com a ajuda terapêutica deste centro consegui superar este meu problema, que tanto me atormentava a vida. Devido a esta fobia, passei anos da vida isolada, sem amigos, sem conseguir sair de casa, sem namorados e se ia à escola, era porque não tinha outra solução. Odiava o convívio e as únicas pessoas que tolerava na minha vida eram os meus pais. Muitas eram as vezes que lhes agradecia o facto de não me terem dado irmãos.
E foi assim que fui vivendo a minha vida, totalmente fechada para o mundo, apenas eu, os meus pais, a televisão, os livros e o computador… Realmente hoje quando olho para trás é que percebo que era uma pessoa muito triste… Tudo mudou quando entrei na faculdade, fui estudar para longe de casa e tive que arranjar casa, só que os meus pais não conseguiam pagar uma renda, pelo que tive que partilhar casa. Era muito desconfortável e passava os dias entre a escola e o meu quarto. Depois de imensos convites recusados para jantar com os restantes membros da casa na cozinha, decidi que tinha que mudar de atitude, enchi-me de coragem e lá fui. Só que não consegui estar mais que dez minutos. Corri para o meu quarto e chorei a noite inteira.
Quando acordei tinha um folheto do centro debaixo da porta. Fui investigar na internet e pedi informações. Passei lá um dia e já não voltei a casa. Aqui encontrei o apoio e compreensão de que necessitava desesperadamente. “Despertei” e percebi que só agora estava a aproveitar a vida. Foi das melhores coisas que me podia ter acontecido. No regresso a casa, todos notaram a diferença e ironicamente hoje sou eu quem os desafio para jantaradas e mesmo para saídas nocturnas…
E foi assim que fui vivendo a minha vida, totalmente fechada para o mundo, apenas eu, os meus pais, a televisão, os livros e o computador… Realmente hoje quando olho para trás é que percebo que era uma pessoa muito triste… Tudo mudou quando entrei na faculdade, fui estudar para longe de casa e tive que arranjar casa, só que os meus pais não conseguiam pagar uma renda, pelo que tive que partilhar casa. Era muito desconfortável e passava os dias entre a escola e o meu quarto. Depois de imensos convites recusados para jantar com os restantes membros da casa na cozinha, decidi que tinha que mudar de atitude, enchi-me de coragem e lá fui. Só que não consegui estar mais que dez minutos. Corri para o meu quarto e chorei a noite inteira.
Quando acordei tinha um folheto do centro debaixo da porta. Fui investigar na internet e pedi informações. Passei lá um dia e já não voltei a casa. Aqui encontrei o apoio e compreensão de que necessitava desesperadamente. “Despertei” e percebi que só agora estava a aproveitar a vida. Foi das melhores coisas que me podia ter acontecido. No regresso a casa, todos notaram a diferença e ironicamente hoje sou eu quem os desafio para jantaradas e mesmo para saídas nocturnas…
Glória S., Espanha
Rita Almeida
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